Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

TOLOSA: Passeio de BTT

Sábado, 21 de Abril de 2012

TOLOSA: Homenagem póstuma a Francisco Matias

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

TOLOSA: XIII MOstra de Queijos e Produtos Tradicionais

A Junta de Freguesia de Tolosa, com o apoio da Câmara Municipal de Nisa, vai organizar no dia 12 de Maio a “XIII Mostra de Queijos e Produtos Tradicionais de Tolosa”.
Programa:
10h30: Receção aos convidados, abertura "oficial" da Feira ao som da Banda Filarmónica de Portel.
11h30: 11ª Prova de Vinhos de Produtores Tolosenses.
13h00: Tradicional almoço convívio. Sarapatel e Carne Fresca.
15h00: Animação
- Alunos da Escola EB1/JI de Tolosa;
- Banda Filarmónica de Portel;
- Grupo Coral Toc`a Marchar;
- Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa;
21h30: Baile abrilhantado por "Luiplay".
 Durante o certame dar-se-á início às comemorações sobre os 750 Anos sobre a data da 1ª Carta de Foral atribuída a Tolosa (1262-2012).
Poderá efectuar o "Baptismo de voo em Balão de ar quente”.
Será efectuado pelas ruas e imediações da " XIII Mostra de Queijos " um Desfile Equestre.
Para participar no almoço convívio é aconselhável adquirir no Stand da Junta de Freguesia, Prato e Caneca alusivos ao evento.

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Rastreio do Cancro da Mama no concelho de Nisa

PREVENIR É CURAR!
De 18 de janeiro a 15 de fevereiro, vai decorrer uma volta de Rastreio do Cancro da Mama das mulheres do concelho de Nisa, promovido pelo Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro em colaboração com a Câmara Municipal de Nisa.
A volta de Rasteio do Cancro da Mama realiza-se em Nisa pela 11ª vez, tendo-se constatado ao longo das anteriores voltas de rastreio uma taxa de participação das mulheres do concelho na ordem dos 64,4 %. O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro tem experimentado, com sucesso, a deslocalização do Rastreio, com a ida da Unidade Móvel de Rastreio a diversas freguesias, resultando desta deslocalização um aumento considerável da taxa de participação, com benefícios claros para as mulheres.
A Unidade Móvel de Rastreio é dotada de técnicas credenciadas em radiologia, que executam os respetivos exames às mulheres (convidadas, através de carta personalizada, a participar) com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos, grupo etário a que se destina o rastreio. Posteriormente, os exames são avaliados por uma equipa de médicos radiologistas, que elaborarão os respetivos relatórios. O exame é rápido, fácil e gratuito.
Nos dias 18 a 25 de Janeiro a Unidade Móvel de Rastreio estará na Extensão do Centro de Saúde em Alpalhão, para rastreio às mulheres de Alpalhão e Tolosa. A partir de 27 de janeiro  a unidade móvel localizar-se-á no Centro de Saúde de Nisa para as mulheres das restantes freguesias.
 A Câmara Municipal de Nisa faculta o transporte das utentes desde as freguesias onde residem até ao local do rastreio.
O Programa de Rastreio do Cancro da Mama, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, está integrado no Plano Oncológico Nacional e no Programa Europeu Contra o Cancro, tendo como objetivos a deteção do cancro da mama num estádio o mais precocemente possível, aumentando, assim, as possibilidades de cura, proporcionando um tratamento menos agressivo, incrementando a sobrevivência (com maior qualidade de vida) e diminuindo a mortalidade desta doença.

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

À FLOR DA PELE - Adeus, até ao meu regresso...

À    Menina dos olhos tristes
O que tanto a faz chorar
O soldadinho não volta
Do outro lado do mar (1)

O   Onde se fala do annus horribillis do salazarismo, do início da guerra colonial, da queda de Goa, Da Damão e Diu, do princípio da derrocada do Império Colonial  Português, da dor e das lágrimas de  de uma mãe de Tolosa, sem dinheiro para pagar a “caixa de pinho” e trazer de volta, o filho
em  morto em combate...
23   15 de Janeiro de 1961. Foi há 50 anos e ainda me lembro do rádio a pilhas, em cima da secretária, na sal  sala de aula do 1º andar da Escola do Rossio. O professor, meu primo António da Piedade Pires, ligava-o-o a espaços para ouvirmos a “aventura” em forma de novela radiofónica do assalto ao Santa Maria. O ano começava mal para o regime salazarista e num país onde só era permitida uma ideologia política, onde não se podia discutir, sequer, o “sexo dos anjos”, aquelas doses maciças de apologia nacionalista e de constantes alusões aos “traidores da pátria” comandados por Henrique Galvão calaram bem fundo em cada um de nós.
Naquela altura estaria longe de supor que, dez anos mais tarde, iria conhecer em terra de balantas, fulas e mandingas, as profundas contradições e mentiras de um regime, isolado do mundo e da realidade.
A 4 de Fevereiro de 1961 guerrilheiros do MPLA tomam de assalto a prisão e a emissora de Luanda, no mesmo dia em que termina a aventura de Henrique Galvão e seus companheiros com a entrega do “Santa Maria” às autoridades brasileiras e recebendo asilo político.
Estalara a guerra colonial e os massacres de colonos angolanos enchem de horror e de revolta, os écrans a preto e branco do único canal televisivo. Uma guerra que se haveria de se estender a Guiné e Moçambique, perante a recusa de Salazar em aceitar uma solução negociada, pacífica, para a autodeterminação dos territórios ultramarinos.
Botelho Moniz tenta ainda, num golpe de Estado apear Salazar do poder, mas a intentona é sufocada e a resposta do homem de Santa Comba Dão fica expressa na célebre frase: “Para Angola, rapidamente e em força”. Logo a seguir viria o “Angola é nossa!”.
Catorze anos de guerra, de devastação, de milhares de mortos e feridos, de fome e miséria, que deixaram um território rico em recursos naturais, dividido e arrasado, mostraram que Angola não era nossa, nem será, tão pouco, dos angolanos... Mas esta é outra história a ser escrita no tempo próprio.
A 18 de Dezembro de 1961 novo golpe nas aspirações imperiais do ditador de Santa Comba: a União Indiana invade e anexa quase sem resistência, os territórios de Goa, Damão e Diu.
Começa a derrocada do Império Colonial Português, um “império” que, perante os ventos de mudança que assolaram o mundo após a 2ª Guerra Mundial, e os exemplos de outras ex-potências coloniais, estava condenado a seguir os mesmos caminhos da autodeterminação e da independência. Salazar, orgulhosamente só, criticado pela comunidade internacional e pela própria igreja católica não cedeu. Arrastou, na sua cegueira, o país para uma longa guerra injusta, onde as palavras “derrota” e “rendição” eram proibidas. “Apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos”, disse, num discurso inflamado. Vassalo e Silva não lhe fez a vontade, quis viver e salvar os seus homens de uma morte certa e inglória, como, anos mais tarde, em 1973, em Guileje, na Guiné, o major Coutinho Lima tomou a mesma atitude, num aquartelamento flagelado durante cinco dias e despojado de tudo, até de armas e munições.
 Conheci-o, pessoalmente, no Depósito dos Adidos, como um soldado raso, sem galões, triste e amargurado, mas orgulhoso da atitude tomada. Nesse ano (1973) a PIDE assassinara Amílcar Cabral, a guerra tomara proporções que o exército português nem sonhara. O PAIGC dispunha, agora, de supremacia em termos de armamento. Avião ou avioneta que descolasse era aeronave abatida. Os mísseis terra-ar faziam estragos incalculáveis, a mobilidade da guerrilha com uma nova estratégia deixava os comandos militares sem saber o que fazer.
Temia-se o pior. A ilha de Bissau começa a ser cercada com arame farpado. A cidade transformara-se numa nova Saigão e o que acontecesse teria de ser decisivo. Foi. O “Movimento dos Capitães” desencadeou o 25 de Abril e o término da guerra.
A solução política, tantas vezes proposta pelos líderes africanos (Neto, Mondlane, Cabral) a Salazar acabara por silenciar e resolver o que as armas não conseguiram.
istória de uma mãe e de um caixão de pinho
O concelho de Nisa também sentiu na dor e no luto, na partida e na ausência, o drama da guerra colonial. Algumas famílias não mais voltaram a ver os seus filhos e entes queridos, que neste texto homenageamos.
Particularmente atingida pelo infortúnio e pelas vítimas da guerra foi a povoação de Tolosa.
O que talvez muitos não saibam é que foi a partir de uma carta pungente e comovedora, de uma mãe desta localidade, Maria Florinda da Luz, dirigida ao Ministro da Defesa que se começou a fazer justiça aos militares mortos na defesa dos territórios ultramarinos.
O Estado mandava os soldados para a guerra, mas só pagava a ida e o regresso dos militares vivos: não se responsabilizava pela trasladação dos mortos.
Se tivessem dinheiro, as famílias teriam que pagar se quisessem os seus mortos de volta: pagavam o caixão de chumbo, a embalagem da urna, a certidão do registo de óbito, o transporte de Lisboa para o cemitério de destino.
As famílias eram informadas da morte através de telegrama que geralmente acabava assim: “Informo Estado custeia remoção de ossadas passados cinco anos /Trasladação possível agora deseje despesa sua custa /Necessário depositar dez mil escudos Depósito Geral adidos Lisboa ou outra unidade/ caso assim não proceda trasladação impossível”.
Os portugueses eram “carne para canhão”, combatiam numa guerra de que não conheciam os contornos e por fim, quem os envolvia em tamanha aventura bélica nem sequer se preocupava em garantir que os entes queridos pudessem, em caso de morte, fazer-lhes as derradeiras homenagens de despedida. Levavam-lhes os filhos, os maridos, os noivos; roubavam-lhes anos de vida da sua juventude e, se a morte viesse, o direito ao luto, à dignidade de uma homenagem fúnebre teria de ser “cobrada” com dez contos.
Nos anos 60, dez contos eram uma fortuna. Vivia-se de magros salários, a população rural e não rural não dispunha de tal quantia. Maria Florinda da Luz, mãe do soldado Francisco da Luz Carloto, morto em combate no Norte de Moçambique, em 19 de Janeiro de 1967 não se conformou com a resposta. Escreveu ao Ministro da Defesa uma carta pungente:
“Venho com esta minha triste carta pedir a Vª Exª, Senhor Ministro da Defesa, que me explique duas palavras do meu querido filho, que a dor é tão grande que não sei aonde hei-de perguntar informações do meu queridinho filho? Lembrei-me de Vª Exª de me poder dizer alguma coisa. Um filho tão bom que alegrava o meu lar tão triste, e alegrava o meu coração. E agora grito à procura do meu triste filho sem saber aonde está e como foi a morte dele.
“Pedia a Vª Exª pela sua saúde, já que não tive a sorte de trazerem o meu filho vivo, peço-lhe que mo mandem mesmo morto. Para eu o adorar e rezar ao pé daquele bom querido filho.
Peço imensa desculpa a Vª Exª destas minhas tristes palavras, mas a dor é tão grande que não sei aonde hei-de respirar. O nome do filho é Francisco da Luz Carloto”.
A carta de Maria Florinda da Luz chegou ao secretário de Estado da Defesa, general Venâncio Deslandes que por sua vez enviou um ofício ao Estado-Maior do Exército sobre este grave problema. A partir de 2 de Março de 1967 com a publicação do Regulamento de Trasladações, o Estado passou a assegurar o regresso dos militares mortos na Guerra Colonial. (2)
A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar

Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar
(1)
NOTAS
1 – Menina dos olhos tristes – letra de Reinaldo Ferreira; Música de Zeca Afonso
2 – As grandes operações da Guerra Colonial 1961-1974 – Presselivre, Imprensa Livre SA
Mário Mendes

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

750 Anos do 1º Foral de Tolosa (1262-2012)

 Há 750 anos foi concedido a Tolosa o 1º Foral

Este 1º Foral foi outorgado pelo Prior do Crato – Ordem dos Hospitalários.

A Carta de Foral adquire uma dimensão prática depois da sociedade mais estabelecida. No fundo estes documentos eram a base do estabelecimento de um Município e, por conseguinte, um evento muito importante na história de qualquer vila ou cidade.

Pretendiam assegurar as condições de afixação da comunidade.

O Foral tornava o concelho “livre” do controlo feudal (os grandes senhores). Esta era uma preocupação de todos os reis, que viam muitas vezes a sua soberania posta em causa por aquele grupo.

Garantiam-se as terras públicas para cultivo da comunidade, regulavam-se impostos e multas, estas, por questões de segurança. Não nos esqueçamos que nesta época a agressão entre os habitantes era prática comum.

De acordo com o Foral os Habitantes de Tolosa sempre gozaram de grandes privilégios concedidos pela Ordem.
O Foral abordava os seguintes aspectos:
* Sociedade – Atribuições dos diferentes grupos sociais
* Justiça – Delitos consignados (eram vários)
* Administração – Direitos e deveres dos diferentes cargos administrativos e fiscalidade
* Economia – Receitas e despesas (impostos)
Em 2012, data da comemoração do 1º Foral de Tolosa, a Junta de freguesia debate-se com a hipotética possibilidade de ser extinta ou “agregada” sem sabermos bem porquê.

Não vamos deixar que os direitos adquiridos há 750 anos nos sejam retirados por um punhado de supostos “grandes senhores” ou por imposição de uma qualquer Troika que, pura e simplesmente, trata as Juntas de Freguesia como se de empresas se tratassem. A Junta de Freguesia de Tolosa não é uma empresa que pode simplesmente ser encerrada porque o “dono/Troika” assim o entende. E as pessoas? Os mais idosos? As nossas crianças? A nossa História? Onde fica a afectividade? Nas freguesias existe algo mais do que a simples emissão de documentos. Há uma vida em comunidade. Há afectos.

Não queremos ser submetidos a outra freguesia, nem queremos perder os direitos e autonomia adquiridos há tantos anos atrás (750). Queremos continuar a ser nós próprios, queremos a nossa identidade, que é o reflexo daquilo que fomos, somos e seremos…..
Que preocupações têm os nossos governantes com as freguesias que pretendem agregar ou mesmo extinguir? Reduzir o défice? Não nos parece.

Pretendem pura e simplesmente que, ao contrário do que apregoam, as populações do interior fiquem cada vez mais desertificadas e ao abandono.

Por que quer o estado “fugir” do interior?

É acabando com as Juntas de Freguesias que se criam serviços de proximidade? É acabando com as Juntas de Freguesias que se presta um serviço público?

Tolosa é e sempre foi uma freguesia rural.

Apesar da sua pequena área geográfica, a 2ª menor do concelho, a Freguesia de Tolosa desde os tempos mais remotos que é terra de agricultores e de agro-indústrias. Prova disso são as queijarias, as industrias transformadoras de lenha, os produtores de gado e muitos pequenos agricultores que vivem do que produzem nos seus terrenos.
Por ter uma área realmente reduzida, muitos tiveram necessidade de adquirir terrenos fora do concelho para expandir a sua produção. Prova disso são as muitas centenas, senão milhares, de hectares pertencentes a freguesias vizinhas dos concelhos de Nisa, Crato e Gavião que são propriedade de empresários residente e naturais da Freguesia de Tolosa.
Se a freguesia de Tolosa vai ser agregada/extinta pelo facto de ser uma freguesia maioritariamente urbana perguntamos. Onde está a nossa urbanidade? Que mais é necessário para mantemos o nosso ruralismo?
Por que não fazem como há 750 anos? Nessa altura pretendia-se assegurar as condições de fixação da comunidade. E agora? Vamos todos para Lisboa? Não! Vamos ficar na “NOSSA TERRA”!
Contra a agregação

Tolosa "INDEPENDENTE"
NOTA: Está a decorrer na internet uma Petição Pública Contra a Agregação ou Extinção da Freguesia de Tolosa. Os promotores apelam a todos os Residentes e Não Residentes da Freguesia de Tolosa para que assinem a Petição e a divulguem pelo maior número de pessoas, de modo a poderem dar pública expressão ao descontentamento e impedir a tentativa de desmembramento desta Freguesia.
Para assinar a petição clique aqui »»»»»     http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=JMMS2011

Domingo, 20 de Novembro de 2011

NÃO QUEIRAS IR AO MAR TOLOSA


A 16/11/2011, o jornal Alto
Alentejo, sua pág. 2, diz que a população de Tolosa encheu o edifício da
Casa do Povo, dando corpo a um grande protesto.
O blogue “Tolosa Blog” não se encontrava lá.
Olhando ele para a fotografia lá colocada, um dos contribuidores
que com todo o orgulho aqui posta, consta, a sensação lhe fica em terras da
Comenda ao lado seu, o grande Salão da graciosa Tolosa o mesmo pelas costuras
rebenta, e ela, a Tolosa, ela disse mais que não e a até a dizer que já chega
em terra sua e a negar um adeus ao passado seu e povo, ela lhe bateu com o pé e
lhe diz que não em uma união total que não é vista na zona ou se calhar em este
Alentejo a ficar despido e tão deserto…
Mas voltando ao referido semanário, o Alto Alentejo, ele continua e diz que na mesmo, Ana Fortunato, leu
um documento redigido pela Junta e que será enviado à Câmara e Assembleia
Municipal de Nisa, à ANAFRE, ao Governo e à Assembleia da Republica e o blogue,
o “Tolosa Blog”, um dos seus
contribuidores o transcreve:
«A nossa freguesia orgulha-se de ter uma taxa de desemprego
muito perto de zero. Emprega não só, os naturais da Freguesia como também
emigrantes e população das freguesias vizinhas.
Ao nível do concelho somos a freguesia que mais contribui em
termos de impostos, temos uma dinâmica económica de excepção», refere o
documento – assim transcreve o referido jornal – que lista ainda «o papel
preponderante da Junta», principalmente no apoio que presta à população,
associações, empresas e instituições.
Ainda de acordo com o documento lido por Ana Fortunato, a
Junta de Freguesia «esmera-se por prestar um serviço público de alta qualidade,
quer seja no período de expediente, ou fora deste. Qualquer elemento da Junta,
seja do seu executivo, ou mesmo no que se refere ao pessoal administrativo, dá
apoio a qualquer nível, a qualquer pessoa que necessite, seja qual for o
assunto.
Aquilo que a Junta faz é prestar um serviço público, um
serviço de humanidade.
A Junta é o parente adaptado, por parte dos residentes, que
por força das circunstâncias da vida, não têm presentes na freguesia
familiares, que os possam apoiar nestes pequenos afazeres do dia-a-dia».
Lembrando que a verba despendida no Orçamento de Estado para
as freguesias é 0,1 por cento, a autarquia, na missiva que redigiu, defende
ainda que é 100 por cento indispensável aos tolosanos.
No final da missiva – o jornal Alto Alentejo termina a
notícia – pode ler-se ainda que, embora os habitantes de Tolosa sejam
apelidados de cucos, não querem «pôr os ovos no ninho dos outros e apenas no
nosso» e que, por essa razão, a Junta de Freguesia «é para manter hoje e
sempre.»
Confessa quem aqui vem postando que gostou muito. Não sabe
se por a edil, a Câmara de Nisa, ela estar com o seu povo e no meio do seu povo
ou a mobilização conseguida ou as duas situações.
Olhando a de Alagoa, que também já se começou a se movimentar,
o assunto parece que não teve a mesma adesão por parte da sua população e por
alguém de direito – pelo menos a esta terra de Comenda ainda não se apanhou
nada ou que conste o contrário – e a de Gáfete parece que continua numa grande
zona de conforto e até agora não diz nada a cavaco.
A de Monte da Pedra, ontem teve um plenário com o seu
presidente da Câmara Municipal do Crato. Ao que consta, a dita vai fazer um
abaixo-assinado para decidir onde vai ser incorporada e fundida. Se calhar este
edil também já esteve na de Gáfete que também lhe pertence. Um vizinho a viver
no Monte da Pedra diz que a de Gáfete não acaba. Mas o jornal Alto Alentejo diz
que acaba…
A esta Tolosa, a esta graciosa Tolosa, espera-se que fique e
continue de pedra e cal. Uma terra com a pujança económica que tem, ao ser
obrigada a ser desmembrada, a lei parece que não é justa.
Vai a ANAFRE fazer o seu Congresso de Freguesias do distrito
de Portalegre em finais de Janeiro do próximo ano. Espera-se, todas elas, as
que formam o distrito de Portalegre elas estejam presentes. É que este último
Congresso que realizou, metade das freguesias é que compareceu ao mesmo e a uma
chamada da ANAFRE.
Não se sabe se todas vão comparecer. Não se sabe quais as
deliberações que o mesmo vai tomar. Numa primeira opinião, o Congresso devia
ser realizado mais cedo. Está muito em cima do prazo que é dado pelo Governo.
Espera-se que saia uma solidariedade entre ambas e uma luta por todas e por
todos os municípios deste distrito e não só vinte e duas em oitenta e seis ou
sete concelhos em quinze. A luta certamente que é de todos e não só quem tem os
problemas em casa, na defesa deste Alentejo se vos diga…
E depois que se diga que é uma política de proximidade. Não
queiram começar a falar a uma só voz e unida e diversificada e depois mandai lá
as culpas para a nobre Lisboa. É este distrito de Portalegre com o de Bragança
a querer desaparecer do mapa deste

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

A TOLOSA EM 2011

População Residente Total - 904
População Residente Homens - 432
População Residente Mulheres - 472

População Presente Total - 866
População Presente Homens - 413
População Presente Mulheres - 453

Famílias - 398
Alojamentos - 745
Edifícios - 735


Fonte: INE


Mas que se passa, que se passa, ou o que se passou ? Esta coisa do bem bom e até os peixinhos gostarem, nesta sua Tolosa falhou. Na década de 2001 a 2011, ela perdeu 218 pessoas. Em terras de Comenda alguém não esperava estes números amargos e esta grande razia em terra esta. Pela primeira vez ele sentiu, esta sua graciosa Tolosa abaixo se foi em canetas suas e sentiu que ela perdeu a força de outros seus tempos gloriosos... Que ai marota assim não!


Jordano`s

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

TOLOSA: Festas de Verão 2011

A Associação APTOS de Tolosa, vai organizar nos dias 26, 27 e 28 de Agosto, as festas de verão de Tolosa.
Estas festas têm como cabeça de cartaz as “TAYTI”, que vão atuar no Sábado dia 27 de Agosto.
A partir das 18h00 e em todos os dias das festas, pode levar para casa, ou comer no recito das festas Frango Assado, Açorda Alentejana, café e filhós.
PROGRAMA
Dia 26 de Agosto – Sexta-feira
19h00: Inicio das festas, animação de rua com os “Bombos de Nisa”,
21h00: Baile com o duo “Paulo & Lopes”,
22h00: Tourada noturna,
00h30: Continuação do baile com o duo “Paulo & Lopes”.
Dia 27 de Agosto – sábado
16h30: Tourada Infantil com o grupo de forcados amadores iniciados/infantis de Cabeço de Vide,
22h00: Baile com o grupo musical “Banda Seleção”,
00h00: Atuação das “TAYTI”,
01h30: Continuação do baile com o grupo musical “Banda Seleção”.
Dia 28 de Agosto – domingo
Feira de Verão de Tolosa,
16h00: Boas vindas à “Banda Alterense”,
17h00: Tourada,
21h00: Baile com “Oásis Trio” de Castelo Branco,
22h30: Atuação do coro da Associação “Toc’a Marchar” de Tolosa,
23h30: Atuação de “Nelo Ferreira”,
00h30: Entrega da Bandeira à comissão de Festas 2012,
01h30: Continuação do Baile com “Oásis Trio” de Castelo Branco.

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

A IGREJA MATRIZ DE TOLOSA

Mas alguém na campina da Comenda está com um problema. Está com um problema tremendo.

Não sabe se a Igreja Matriz de Tolosa é o mesmo significado que Nossa Senhora da Encarnação. O desculpai meus amigos do mundo e sem lá barreira.

Que sendo, é mais um bocado que lhe acrecenta. Não sendo, é mais m bocado dela que revela ao mundo desta graciosa Vila de Tolosa...

Na sacristia da Igreja Matriz encontra-se uma fonte de pedra com reduzidas dimensões. Compõe-se essencialmente de um reservatório superior, uma bica e um pequeno tanque. A água que a alimenta não é nativa, mas sim transportada manualmente para o reservatório. É interessante referir que a bica está fixada na boca de uma carantonha ou carranca.



Se pensarmos que este ornamento tem origem mitológica, não faz sentido lógico o seu aparecimento num templo cristão-católico.

Porém, para esbater o paganismo evidente, surge a Cruz de Cristo esculpida em granito, encimando todo o conjunto. Tudo isto nos faz lembrar uma espécie de simbiose entre a Mitologia da Antiguidade Clássica e a força religiosa do Cristianismo.

Na Igreja Matriz há ainda outros objectos históricos dignos de registo:



1.º - Uma custódia muito antiga.


2.º - Uma salva metálica de origem alemã, no fundo da qual estão figurados em relevo Adão e Eva, vivendo no Paraíso.


3.º - Encontram-se ainda três imagens muito apreciadas pela sua antiguidade: uma delas representa São Pedro, com as tradicionais chaves do Céu fechadas na mão direita, esculpido em granito; as outras representam Santa Ana E Santa Catarina.


4.º - São ainda merecedoras de apreço as Credenciais em talha dourada, que ladeiam a Capela-Mor.


In "PEQUENA MONOGRAFIA DE TOLOSA" / ALZIRA MARIA F. LEITÃO"


(mas sabereis sempre que podereis contar...)

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

subsídios para a história das associações de Nisa (1)

com a devida vénia ao MEC

Nova habilitação profissional - Miguel Esteves Cardoso
Os lambe-cus

"Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.
Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia. Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc... Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.
Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu. O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

(...) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês."

Miguel Esteves Cardoso, in "Último Volume"



pintura: quadro: "Paul Guillaume, Novo Pilota - 1915 Huile sur carton collé sur contre-plaqué parqueté Musée de l'Orangerie, Paris", de Amadeo Modigliani

Terça-feira, 26 de Julho de 2011

Rádio Tolosa

Concordando com o caro José Joaquim, nestas coisas da música não é possível agradar a todos, e já há muito que o povo diz que gostos não se discutem. Ora bem, talvez eu tenha um pouco mais de tempo que ele e conhecendo uma plataforma em que somos nós quem escolhe a música, sem querer sobrecarregar muito o blogue com bugigangas, resolvi responder ao repto e apresentar também uma pequena rádio onde quem lê os artigos do blogue possa ouvir alguma música.
Os critérios que seleccionei é que os autores sejam portugueses, um álbum de cada vez e deixar aqui alguma informação sobre o mesmo álbum e o(s) seu(s) autor(es).
Corria o ano de 1978 quando o maestro Shegundo Galarza, basco de nascimento mas português de coração, levou a cabo uma obra absolutamente notável: pegou em velhos êxitos da música portuguesa e vestiu-os com uma orquestração verdadeiramente revolucionária para o Portugal, sempre e ainda hoje atávico, dando a essas velhas melodias uma aragem que as punha de acordo com os cânones da música pop da época, elevando a nossa música aos níveis internacionais da contemporaneidade, o disco-sound.
John Travolta dava os primeiros passos (de dança) no cinema, em filmes como "a febre da sábado à noite" e "greese - brilhantina", acompanhado no primeiro por Karen Lynn Gorney, da qual, confesso, nunca mais ouvi falar, e no segundo um par que faria furor com a mais famosa Olivia Newton Jones, na altura ainda tão imberbe quanto o seu companheiro de cena.
É neste contexto que o maestro Shegundo Galarza resolve lançar esta pequena pérola da música portuguesa mas como tanta coisa com qualidade neste país, acabou votada ao esquecimento e faz hoje parte das colecções de vinil de alguns, poucos, incondicionais e o que sobrou de não vendidos talvez quebrados e deitados ao lixo.
O álbum chamou-se apropriadamente "outra volta na música portuguesa", com o título óbvio a remeter-nos para o Travolta na altura, do qual diziam os experts críticos de cinema nacionais que não passava de um "canastrão" que era apenas bonito, jovem e elegante mas não sabia representar!!! A intelectualidade pátria tem destas coisas, nada produz de valor, apenas germina ódio e rancor.
Aqui vos deixo o pouco que a wikipédia tem sobre o maestro:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Segundo Ramón Galarza Araco (Segura, Guipúscoa), 1924 - Lisboa, 2003) (conhecido por Shegundo Galarza) foi um maestro português de origem basca. Em Portugal teve uma longa carreira de 54 anos. Foi ainda compositor.
Biografia
Galarza fez o Conservatório de Bilbau. Em Portugal tudo começou em 1948 (25 de Novembro), com apenas 24 anos, no Casino Estoril onde actuou diariamente até Maio de 1950.
Depois e até 1951 actua nos restaurantes "A Chaupana" e "Aquarium" e grava os seus 3 primeiros discos para a editora [Melodia (editora)|Melodia]. A 21 de Outubro de 1951, parte para Luanda, para a inauguração do Cinema-Boite "Restauração" onde permaneceu até Abril de 1952, seguindo para Lourenço Marques para actuar no Hotel Polana durante 6 meses. Em Moçambique, nasceu a sua primeira filha, Teresa.
Entre 1952 e 1954 esteve em JoanesburgoÁfrica do Sul, com contratos na Spreen Bock Radio e no Du Barry Restaurant. Neste período grava 6 discos para a editora Decca. Em 1954 regressa a Lourenço Marques e novamente ao Hotel Polana onde esteve até Maio de 1955.
Actuou diariamente no Hotel Palácio e assinou com a editora Estoril, a gravação de 4 Lps. Em Novembro de 1956 abre o restaurante Monaco espaço onde se manteve durante 18 anos, acumulando a gerência do projecto com actuações do seu conjunto. A RTP convida-o para protagonizar um programa semanal, com a sua orquestra de violinos, cujo sucesso o levou a atingir as 100 emissões.
Como solista ou com a sua orquestra de violinos, gravou cerca de 50 LPs em Portugal e em Espanha, para editoras como a Voz do DonoRCAAlvoradaRodaOrfeuBelter e Marfer. Em 1964, grava como solista, dois programas para a "World of Latin American Entertainement" com Edmundo Ross.
Em Novembro de 1998, realizou-se no Casino Estoril uma festa de homenagem pelos 50 anos de carreira em Portugal. Em 2001 é editado um álbum dedicado à música portuguesa: "Sorrisos do Tempo".
Morre em 4 de Janeiro de 2003 devido a doença prolongada.
Como orquestrador a lista de artistas com quem trabalhou em disco, espectáculos e festivais, em Portugal e no estrangeiro ( OTIFestival Eurovisão da Canção), é imensa, com nomes como: Amália RodriguesMaria de Lourdes ResendeMadalena IglésiasMaria da FéLara LiTony de MatosFrei Hermano da CâmaraMarco PauloCândida Branca FlorCarlos PaiãoJosé CidHerman JoséPaulo de CarvalhoTozé Brito; com o Carrocel da Petizada, as Canções infantis e de roda; etc..

Homem de grande talento musical, apareceu em vários programas de televisão, como diretor de orquestra e pianista, sempre acompanhado de uma bonomia e humor congénitos, dirigindo a orquestra em festivais RTP da canção, regendo orquestrações suas.
Nunca atingiu a plenitude do seu talento porque as leis da sobrevivência obrigaram-no a desperdiçá-lo em salas e salões de casinos ou de hotéis seletos da época.
Para os mais novos se situarem, este senhor é pai do Ramón Galarza, também músico, baterista, e que tem participado como membro do júri em recentes concursos musicais televisivos.
Os corajosos ou curiosos (qualidades de que tanto carece este povo) que eventualmente cliquem no quadradinho ao lado, desafio-os a adivinharem o nome das músicas às quais Shegundo Galarza deu outra volta.
Para os mais impacientes aqui deixo a listagem:

  1. lá vai Lisboa
  2. marcha do centenário
  3. Lisboa dos milagres
  4. cheira a Lisboa
  5. Lisboa dos manjericos
  6. S. João bonito
  7. cantiga da rua
  8. grande marcha de Lisboa
  9. Lisboa à noite
  10. marcha do Bairro Alto
São intérpretes, além do maestro Shegundo Galarza, Paulo de Carvalho, Rosa do Canto e Joana; sobre os músicos não consegui recolher qualquer informação, se algum(a) amigo(a) puder ajudar agradece-se.
No disco vinil, não há edição em cd, estilo medley, os temas de 1 a 5 compunham o lado A de 6 a 10 o lado B.
Vinil que com o aparecimento do cd tanto palerma por este país fora estragou ao fazer deles a decoração de paredes de discoteca. Para os que cometeram este tipo de crime que lhes fique na consciência que alguns discos em vinil, graças aos DJ's está de novo em força, que lhes carregue a consciência que alguns vinis atingem hoje os 100€ em leilões na internet.
Este, "outra volta na música portuguesa", está há venda no leilões.net por 7€.
Jaime Crespo



Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

BOMBEIROS DE NISA EM RISCO





Transporte de doentes:Bombeiros de Nisa em dificuldades podem ser obrigados a despedir profissionais Imprimir


25-Jul-2011







O presidente da direcção dos bombeiros voluntários de Nisa admitiu hoje que a corporação pode ser obrigada a despedir pessoal devido à redução drástica dos serviços de transporte de doentes.



Segundo José Perfeito Isabel, neste momento a corporação ainda dispõe de algum fundo de maneio, mas se não houver alteração ao despacho que rege o transporte de doentes, muito provavelmente vão ter que despedir alguns dos bombeiros que asseguram esses serviços.



José Isabel adiantou que alguns serviços de transporte de doentes que têm efectuado, tem sido por intermédio de outras corporações, como a de Portalegre e a de Gavião, caso contrário, a situação seria ainda bem pior.

Os bombeiros voluntários de Nisa têm ao serviço 18 profissionais pagos pela corporação, alguns com mais de 20 anos de trabalho permanente.


Gabriel Nunes in RÁDIO PORTALEGRE

música e vídeo

a partir de hoje temos duas aplicações novas: o vídeo da semana, vamos tentar atualizar semanalmente um novo vídeo, em princípio do youtube, e através do site jamendo, incorporámos um leitor de música que permite a partir de agora ouvir música enquanto se lêem as postagens. como nestas coisas é impossível agradar a todos, o jamendo é fácil e prático de usar mas as músicas já estão escolhidas por eles, optámos por começar pela música rock que pensamos atingir uma mais vasta camada de utilizadores, as músicas são de editoras independentes e por isso menos conhecidas e fora das charts habituais, por isso dirigidas a uma camada mais jovem e interessada pela atualidade musical.
para balançar, no espaço vídeo da semana vamos tentar colocar vídeos de música mais popular e dirigidas a uma camada mais amadurecida dos nossos utilizadores.
espero que gostem e que respondem visitando mais vezes o blog e intervir com comentários e, porque não, enviando colaboração para postar.
abraço  e excelentes férias a todos.
josé joaquim

Sábado, 16 de Julho de 2011

A PRIMOGÉNITA TOLOSA - 1

O repovoamento de 1262 foi operado pelos Cavaleiros Hospitalários. Nesse ano, em foral, diz o Prior do Hospital no nosso país querer povoar Tolosa, nome que acaso lhe transmite agora: “don A. (Afonso) Petri prior de Portugal de ordin do Espital una cum conventu nostro volumus populares Tolosa”, para o que concede aos povoadores («vobis populatoribus») os foros e costumes do Crato (Ocrate), numa carta que é um notável diploma para o estudo da nossa vida social alti-medieva.



A população local ficaria sendo formada por povo e clero, sendo aquele constituído por duas classes de cavaleiros (vilãos) e peões (ou jugadeiros). Aqueles estavam obrigados ao fossado uma vez no ano, peitando o faltoso a multa de cinco soldos (fossadeira) ou talvez escudando-se dele mediante esta quantia.



No entanto, não eram, constrangidos todos a partir, senão dois terços deles, ficando a terça parte “in civitate”, isto é, na vila, decerto para se não desguarnecer e ficar indefesa no caso de um ataque súbito (pois os mouros não viviam longe).



É de notar que o termo “civitas” é uso aplicar-se a povoações acastelhadas, fortificadas.



Talvez Tolosa estivesse dotada de castelo e, neste caso, existia já a povoação antes do foral desta data, em que, nesse caso, procuraria apenas aumentar-se a população. Ou então a fase “in civitate” quereria significar a intenção de se acastelar o povoado. O primeiro caso tem análogos em muitas povoações fronteiriças (ou quase) nesta época.



O foral ocupa-se, depois, do regulamento dos casos crimes, ponto da máxima importância para a estabilidade da nova colónia.



O homicídio punia-se com cem soldos ad “palatium” (ou seja, para o rei, pessoalmente?) expressão em que alguns querem ver alusão ao paço do concelho, quando a verdade é que, às vezes, aparece noutros locais uma multa repartida entre o concelho (“ad cocilium” e o paço (“ad palatium).



O furto era “composto” a nove por um, tendo o “intentor” dois quinhões e sendo a sétima “ad palatium”.



A violação domiciliária, pela força (“casa derota”, com armas, escudos e espadas) era punida muito mais severamente que o próprio homicídio: trezentos soldos, sendo para o paço a sétima.



Os casos de “rousso” ou violação da mulher têm ali expressão notável: se ela clamar que a forçam (“que… est aforciati”) e se o forçador negar o delito, ela dará outorgamento para seguimento da causa, de três homens-bons, “tales qualis ille fuerit”, ao passo que ele terá de prestá-lo com doze ou, não tendo outorgamento (ou quem o abone), jurará sozinho, e, se não puder jurar, dará de multa trezentos soldos (muito pior que no próprio caso de homicídio), deduzindo-se para o paço a sétima. A testemunha e fiel mentirosos eram castigados com a multa de sessenta soldos (a sétima para o paço) e com a duplicação do valor em causa (“et duplet o aver”).



in "Grande Enciclopédia Luso Brasileira Da Cultura"



Jordanos in http://zeus09-zeus.blogspot.com

IDEIAS P'RÓ PAÍS:


para não dizerem que aqui, da minha parte, é só má língua e bota abaixo; aqui venho, com a melhor das boas vontades, ajudar o governo do país neste momento que exige de todos um esforço colossal. Na senda da ministra Assunção Cristas que assumiu a desnecessidade das gravatas e a consequente poupança de energia em ar condicionado, segundo Assunção, o uso da gravata aumenta a temperatura corporal em 2Cº, isto até é capaz de prejudicar a performance sexual e talvez até matar os espermatozóides, o que explicaria a baixa da taxa de natalidade. Esta medida "da gravata", permite ainda poupar na importação de fatiota de luxo, tipo "armani", "dolce & gabbana", "ives saint-laurent", "armando zegna", etc., e tem a vantagem de todos, presidente da república, presidente da assembleia, primeiro ministro, deputados, ministros, secretários de estado, assessores, motoristas, porteiros, seguranças, etc., permite-lhes manter a compostura. É uma solução simples, prática, leve, fresca, elegante, continuem a imaginar adjectivos positivos que eu esgotei a lista. E qual é a solução, qual é? A tshirt engravatada! A solução é tão simples como o célebre "ovo de colombo". Foi criada pela empresa "wishirt", que bem me podia pagar qualquer coisinha pela divulgação que faço para aproveitamento da ideia, lá está, não é só descobrir as coisas, é necessários dar-lhe aplicação prática e para isso cá estou eu.
Esta tshirt pode ser comprada online aqui: http://www.wishirt.com/gravata-homem-p-331.html, existe em várias cores e em todos os tamanhos.
Portanto malta: todos a aderir ao uso da tshirt engravatada. Eu já tenho uma e tenho sido feliz com ela, acho até que faz bem aos bicos de papagaio.
Jaime Crespo

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

NISA TAMBÉM NA CAUDA

Só CAMPO MAIOR aumentou a sua população. A aumentou em 4,84. Os restantes concelhos, é para baixo. Seja lá sempre a descer. Ao menos não conseguem mostrar a cabecita, a por de fora, das suas calças. Mas onde é que isto vai parar? Este meu pedaço de Terra. Este meu Alentejo do norte. Que uma morte anunciada a lhe recusa...


Se a aumentou Campo Maior, os outros, os seus parceiros, eles continuam a ir ao fundo...


Monforte perdeu 1,24 da sua população.
Elvas 1,17.
Portalegre perdeu 3,88 da população.~
Arronches 6,61.
Ponte de Sôr perdeu 7,99.
Fronteira 8,57.
Alter do Chão perdeu 8,81.
Sousel 11,71.
Marvão perdeu 11,81 da sua população.
Avis 11,95.
Castelo de Vide 12,81.
Crato 12,93.
Nisa 14,39.
Gavião 15,18.

Faz muita confusão esta minha Nisa. Não acredito. Os outros, ainda vá lá que não vá. Agora esta minha Nisa. Não acredito. Não dá mesmo para acreditar. Que Monforte surpreende mesmo muito. Campo Maior eu sabia que continua um granda peixe a nadar em água muita limpa e a respirar o mais puro oxigénio em urbe sua.

Postagem não completa lá não senhora.

Acredito que a malta da blogosfera local lhe irá dar o seguimento devido. Não irá permitir que os políticos a escondam no tocante aos censos 2011.

Um abraço muito especial, para o blog http://alterireal.blogs.sapo.pt que já começou a falar da malta e população desde meu Alentejo. Não toda. Fala da população do seu concelho e mais dois ou três desde meu Alentejo em quinze possíveis. Aquele abraço meu amigo. Não sabe como fiquei muita contente, por o caro não estar dormindo. E certamente, o mundo lá muita pequeno e haveremos de trocar dois ou três e-mails em uma de cortesia...

Jordano´s in http://escritonogaviao.blogspot.com